A Polícia Civil do Maranhão realizou, na manhã desta quarta-feira (11), o cumprimento de três mandados de busca e apreensão em endereços localizados no município de Imperatriz.
A ação ocorreu em apoio à Polícia Civil do Estado do Tocantins e integra uma investigação que apura a atuação de um grupo suspeito de envolvimento em fraudes relacionadas à emissão de Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e transferências irregulares de veículos.
De acordo com a polícia tocantinense, a operação — chamada de Operação Sinal Vermelho — busca desarticular uma organização criminosa que estaria atuando dentro do Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins (Detran-TO).
O esquema investigado teria ligação com unidades das Circunscrições Regionais de Trânsito (Ciretrans) nos municípios de:
- Augustinópolis
- Araguatins
- Araguaína
Segundo as investigações, o grupo seria responsável por emitir habilitações de forma fraudulenta e manipular prontuários de veículos, permitindo que condutores obtivessem documentos mesmo sem cumprir exigências legais.
Os suspeitos podem responder por diversos crimes, entre eles:
- corrupção ativa e passiva
- falsidade ideológica
- inserção de dados falsos em sistemas oficiais
Entre os sistemas que teriam sido manipulados estão plataformas utilizadas para controle e registro de dados de trânsito, como SIFCON, BLUDATA e ICE.
A investigação também apura a venda de facilidades para motoristas, incluindo emissão de CNHs sem realização de exames obrigatórios ou para pessoas que possuíam restrições administrativas.
Durante o cumprimento das ordens judiciais em Imperatriz, os policiais apreenderam um aparelho celular em um dos endereços investigados.
O equipamento será encaminhado à Polícia Judiciária do Tocantins para perícia técnica, que deverá extrair dados e identificar possíveis novas provas ou envolvidos no esquema.
Na cidade de Imperatriz, os mandados foram executados por equipes da 10ª Delegacia Regional e da Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa de Imperatriz (DHPP).
As informações coletadas na ação devem contribuir para o avanço das investigações conduzidas pela polícia tocantinense e para a identificação de outros possíveis integrantes da organização criminosa.
FONTE: PORTAL O INFORMANTE