O homem apontado pela polícia como um dos chefes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) no Maranhão, Josué Santos da Silva, de 38 anos, chegou na tarde de sexta-feira (31) à sede da Superintendência de Investigações Criminais (Seic), em São Luís.
Após o desembarque, Josué passou por exame de corpo de delito e, segundo o delegado Ricardo Carneiro, será encaminhado novamente ao Complexo Penitenciário de Pedrinhas, onde cumprirá o restante da pena — que ultrapassa 40 anos de prisão.
Josué foi preso pela primeira vez em março de 2012, no município de Santa Rita, a cerca de 80 km de São Luís. Na época, ele já respondia pelos crimes de associação criminosa e porte ilegal de arma de fogo, e posteriormente foi condenado também por homicídio.
Em 2013, ele já figurava como uma das lideranças de uma organização criminosa que atuava no estado e chegou a ser transferido, junto com outros nove detentos, para o presídio federal de Campo Grande (MS).
De acordo com a Polícia Civil, Josué acumula seis condenações e responde a mais de 18 processos criminais, entre eles tráfico de drogas, homicídio, roubo e porte ilegal de arma de fogo.
FUGA DURANTE SAÍDA TEMPORÁRIA
Em 2022, Josué foi beneficiado pela saída temporária do Dia das Crianças, mas não retornou ao presídio — assim como outros 130 internos que também descumpriram as regras do benefício naquele ano.
A Justiça expediu um mandado de recaptura, e ele permaneceu foragido por três anos, até ser localizado e preso na última quinta-feira (30) em uma casa no município de Taboão da Serra, na Grande São Paulo.
A captura foi resultado de uma operação conjunta entre a Polícia Civil de São Paulo e a Polícia Civil do Maranhão, com apoio do Setor de Investigações Gerais (SIG), do Grupo de Operações Especiais (GOE) e de outras unidades da seccional de Taboão da Serra.
Conhecido pelo apelido de “Gaspar”, Josué é apontado como um dos fundadores de uma facção criminosa no Maranhão.
Com o passar dos anos, ele teria migrado para o Comando Vermelho, assumindo funções estratégicas dentro da estrutura do grupo.
As investigações indicam que o preso exercia poder decisório sobre o tráfico de drogas no estado e ocupava o cargo de presidente do chamado “tribunal do crime”, responsável por ordenar punições e execuções dentro da facção.
Após os procedimentos em São Paulo, o caso foi registrado como captura de procurado no SIG de Taboão da Serra. Josué foi então transferido sob escolta para o Maranhão, onde permanecerá à disposição da Justiça.
FONTE: PORTAL O INFORMANTE