O governo federal e a presidência da Câmara dos Deputados avançaram nas negociações para implementar mudanças na jornada semanal de trabalho no país. A proposta em discussão prevê uma redução gradual da carga horária, com diminuição inicial de duas horas ainda este ano e nova redução prevista para 2027.
As tratativas envolvem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Câmara, Hugo Motta, que buscam construir consenso em torno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera o atual modelo de escala de trabalho conhecido como 6×1 — seis dias trabalhados para um de descanso.
A ideia defendida pelo Palácio do Planalto é realizar a transição de forma progressiva, permitindo adaptação do setor produtivo e das empresas às novas regras trabalhistas. O texto vem sendo debatido entre líderes partidários, representantes sindicais e integrantes da equipe econômica.
Nos bastidores, aliados do governo afirmam que a mudança busca melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores sem provocar impactos bruscos no mercado. A expectativa é que a proposta ganhe força nas próximas semanas, especialmente diante da pressão de movimentos sociais e centrais sindicais que defendem jornadas mais flexíveis.
Parlamentares favoráveis à PEC argumentam que a redução da carga horária pode contribuir para aumento da produtividade, geração de empregos e equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Já setores empresariais demonstram preocupação com possíveis custos adicionais para empresas de determinados segmentos.
A proposta ainda deverá passar por análise nas comissões da Câmara antes de seguir para votação em plenário. Para ser aprovada, uma PEC precisa do apoio de pelo menos três quintos dos deputados e senadores em dois turnos de votação em cada Casa legislativa.
FONTE: PORTAL O INFORMANTE