Comunicadores de Codó acionam Comissão de Defesa da Liberdade de Expressão e de Imprensa da OAB após deputado Nagib mandar jornalistas “configurar seus despertadores”

Os comunicadores Renna de Sousa (Vigia Topado), Ramyria Santiago e Leonardo Alves concluíram um pedido de acompanhamento institucional que será encaminhado à Comissão de Defesa da Liberdade de Expressão e de Imprensa da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Seccional Maranhão, com sede em São Luís.

O documento foi elaborado após os acontecimentos envolvendo o jornalista e blogueiro Marco Silva, que foi alvo de busca e apreensão em sua residência e posteriormente preso por suposto descumprimento de decisão judicial. A iniciativa também foi motivada por uma publicação feita pelo deputado estadual Francisco Nagib em seu perfil no Instagram, em resposta a comentários realizados em uma postagem do vereador Raimundo Leonel Magalhães Araújo Filho, líder do governo e presidente da Câmara Municipal de Codó.

Segundo os comunicadores, a preocupação aumentou após a manifestação do parlamentar sobre o caso envolvendo Marco Silva. Na publicação, Francisco Nagib fez referência a uma suposta “organização criminosa” e, em seguida, mencionou nominalmente os comunicadores Vigia Topado, Ramyria Santiago e Leonardo Alves, afirmando: “Tá na hora deles configurarem o seus despertadores”.

Os signatários afirmam que não possuem qualquer relação com o caso citado pelo deputado e entendem que a menção direta aos seus nomes, no contexto em que foi realizada, gerou preocupação entre os profissionais da comunicação. Para eles, a situação merece análise sob a ótica das garantias constitucionais da liberdade de expressão, da liberdade de imprensa e do livre exercício da atividade jornalística.

No pedido, os comunicadores solicitam que a Comissão acompanhe os fatos relatados, analise a situação e adote as providências institucionais que entender cabíveis, em defesa das garantias asseguradas aos profissionais da comunicação e do direito da sociedade ao acesso à informação.

O documento já foi concluído e deverá ser encaminhado à Comissão de Defesa da Liberdade de Expressão e de Imprensa da OAB, Seccional Maranhão, o mais breve possível, acompanhado de capturas de tela da publicação e demais documentos considerados relevantes para a análise do caso.

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