As buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos desde o dia 4 de janeiro em Bacabal, passaram a seguir uma nova estratégia após mais de três semanas sem pistas concretas.
A força-tarefa agora atua de forma mais direcionada, com foco no aprofundamento das investigações policiais e no uso de ferramentas tecnológicas que possam contribuir para a localização das crianças, entre elas o protocolo Amber Alert, coordenado pela Polícia Civil do Maranhão.
O sistema é utilizado em situações excepcionais de desaparecimento infantil, quando há indícios de risco à vida ou de lesão grave. A ferramenta, ativada por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, divulga alertas emergenciais com informações e imagens das vítimas em plataformas da Meta, como Facebook e Instagram, alcançando usuários em um raio de até 200 quilômetros do local do desaparecimento.
As notificações permanecem visíveis no feed e incluem dados como nome, características físicas e canais de contato para envio de informações. De acordo com o secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, a adoção do protocolo é considerada fundamental para ampliar o alcance das buscas e mobilizar a população.
Segundo ele, após 22 dias de operações intensas sem a localização de vestígios relevantes, foi necessária uma reavaliação da estratégia adotada até então. Durante as primeiras semanas, as equipes realizaram varreduras extensas por terra e por água, percorrendo mais de 200 quilômetros em áreas de mata fechada, regiões alagadas e trechos do rio Mearim.
Mais de mil pessoas participaram das ações, entre agentes das forças de segurança estaduais e federais, além de voluntários. Mesmo com a redução das buscas de grande escala, as equipes continuam em prontidão para retomar trabalhos em pontos específicos caso novas informações surjam.
A Secretaria de Estado de Segurança Pública informou que, apesar da mudança de estratégia, as buscas no rio Mearim seguem em andamento, com o apoio de equipes especializadas preparadas para atuar também em áreas de mata e lagoas. Paralelamente, a investigação segue sendo conduzida por uma comissão especial formada por dois delegados de São Luís e uma delegada de Bacabal. O inquérito já ultrapassa 200 páginas.
FONTE: PORTAL O INFORMANTE