A eleição suplementar de Nova Olinda do Maranhão, marcada para 6 de dezembro, poderá ser alvo de uma nova decisão judicial. A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), ficará responsável por examinar o pedido do ex-vice-prefeito Ronildo da Farmácia (MDB), que tenta impedir a realização da votação convocada após a cassação da chapa eleita em 2024.
O recurso chegou ao Supremo na quinta-feira (8), depois de uma decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sobre os efeitos da cassação do prefeito Ary Menezes (PP). Ronildo busca reverter o andamento do calendário eleitoral, que já avançou para a etapa de organização da disputa municipal.
A cassação dos mandatos de Ary Menezes e Ronildo da Farmácia foi determinada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), em abril deste ano. O tribunal reconheceu a prática de compra de votos em benefício da chapa vencedora. O processo teve origem em uma ação apresentada por Thaymara Amorim (PL), segunda colocada na eleição de 2024, que perdeu por apenas dois votos de diferença.
Com a perda dos mandatos, foi convocada uma eleição suplementar para escolher prefeito e vice-prefeito. O prazo para realização das convenções partidárias terminou na quarta-feira (7), conforme informações do blog do Isaías Rocha.
Até o momento, os nomes previstos para a disputa são os de Thaymara Amorim, psicóloga que concorreu em 2024, e Clelia Barros (PSB), ex-vereadora. A votação está agendada para 6 de dezembro, mas a realização do pleito poderá ser afetada caso o STF acolha o pedido de Ronildo. A ministra Cármen Lúcia deverá avaliar os argumentos apresentados antes de decidir sobre a suspensão.