O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, decidiu arquivar a ação que questionava a conduta do ministro Dias Toffoli no chamado caso Master.
Com a decisão, embora Toffoli não seja mais o relator da investigação sobre supostas fraudes envolvendo o banco, ele não foi declarado suspeito e, em tese, poderá participar de julgamentos relacionados ao tema.
Toffoli integra a 2ª Turma do STF, colegiado que também conta com o ministro André Mendonça, atual relator do processo sobre o caso Master.
O procedimento analisado por Fachin era uma arguição de suspeição apresentada após a Polícia Federal encaminhar à Corte um relatório que tratava da relação entre o ministro e o banqueiro Daniel Vorcaro.
No dia 10 de fevereiro, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, reuniu-se com Fachin para apresentar o documento, com cerca de 200 páginas, contendo conversas extraídas do celular de Vorcaro, menções a Toffoli e informações sobre possíveis pagamentos.
Apesar do sigilo, registros processuais indicam que o presidente do STF deu andamento imediato ao pedido, que foi autuado com número próprio e ficou sob sua relatoria.
O arquivamento ocorre após um entendimento interno entre os ministros da Corte, incluindo o próprio Toffoli.
Em reuniões reservadas realizadas no dia 12, ficou acertada a anulação do pedido formal de suspeição, ao mesmo tempo em que se buscou uma saída institucional para o caso. Pouco depois, Toffoli anunciou que deixaria a relatoria do processo, em meio à pressão pública e ao desgaste para o tribunal.
Outros pedidos que questionam a atuação do ministro ainda tramitam na Procuradoria-Geral da República, com expectativa de arquivamento.
Paralelamente, no Senado Federal, foram protocolados pedidos de impeachment contra Toffoli, que ainda aguardam análise.
FONTE: PORTAL O INFORMANTE