Durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Codó, realizada nesta terça-feira (09), o vereador Pastor Max utilizou a tribuna para fazer duras críticas à administração municipal, cobrando o cumprimento do Piso Salarial Nacional do Magistério para os professores contratados e denunciando problemas enfrentados pela população nas áreas da saúde e assistência social.
Em seu pronunciamento, o parlamentar destacou que, mesmo após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) reconhecendo o direito dos professores contratados ao piso salarial nacional, a Prefeitura de Codó ainda não apresentou uma proposta ou calendário para a regularização dos pagamentos.
Vereadores levam o caso ao MP Estadual e Federal
Segundo Pastor Max, vereadores da oposição acionaram o Ministério Público Estadual e o Ministério Público Federal em busca de providências para garantir o cumprimento da decisão judicial. O vereador também ressaltou que os profissionais podem reivindicar judicialmente os valores retroativos não pagos nos últimos cinco anos. “O prefeito precisa respeitar os professores, cumprir a lei e valorizar aqueles que diariamente constroem o futuro das nossas crianças dentro das salas de aula”, afirmou.
Cobranças por melhorias na saúde e educação
O parlamentar também questionou as prioridades da gestão municipal, alegando que, enquanto há dificuldades para atender demandas da educação e da saúde, contratos de valores elevados continuam sendo firmados pela administração.
Outro tema abordado foi a suposta perseguição política contra servidores municipais. Pastor Max relatou ter recebido denúncias de trabalhadores que teriam sofrido represálias por participarem de eventos promovidos por lideranças políticas de oposição. “Codó pertence ao seu povo e nenhum cidadão deve ser constrangido ou penalizado por suas escolhas pessoais”, declarou.
Na área da saúde, o vereador denunciou a falta de exames básicos na rede pública municipal, dificuldades no atendimento de pacientes que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS) e a ausência de respostas sobre a utilização de estruturas hospitalares que poderiam ampliar a capacidade de atendimento no município.
Pastor Max também mencionou reclamações relacionadas ao atendimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), apontando precariedade em serviços considerados essenciais para o acompanhamento e tratamento dessas crianças.
Ao encerrar seu discurso, o vereador afirmou que continuará exercendo o papel de fiscalização do Poder Executivo e cobrando melhorias para a população. “O povo de Codó quer saúde funcionando, educação valorizada, respeito aos trabalhadores, transparência e compromisso. Nosso compromisso é com o povo de Codó”, concluiu.