Durante sessão ordinária da Câmara Municipal, vereador apontou denúncias envolvendo escolas municipais, questionou a situação de trabalhadores contratados e cobrou explicações sobre problemas na obra do Canal da Água Fria, no trecho do Mercado Central.
Na sessão ordinária da Câmara Municipal de Codó, realizada na última terça-feira (03), o vereador Pastor Max utilizou a tribuna para apresentar uma série de cobranças à administração municipal. Em seu discurso, o parlamentar destacou três assuntos que classificou como preocupantes: denúncias de falta de merenda escolar, possíveis demissões de trabalhadores contratados e problemas estruturais na obra do Canal da Água Fria, nas proximidades do Mercado Central.
Ao iniciar sua fala, Pastor Max afirmou que as manifestações levadas ao seu gabinete partem de trabalhadores, pais de alunos e cidadãos que buscam respostas para situações enfrentadas no município.
Pastor Max denuncia falta de merenda em escolas municipais
O primeiro ponto abordado pelo vereador foi a alimentação escolar, que, segundo ele, deveria ser uma das prioridades da gestão municipal. Pastor Max relatou que tem recebido denúncias sobre a falta de merenda em unidades da rede pública, com estudantes sendo liberados mais cedo ou permanecendo na escola sem receber alimentação adequada.
Entre os casos mencionados, o parlamentar citou a Escola Filomena Catarina Moreira. Segundo denúncias recebidas por seu gabinete, crianças que permanecem na unidade até as 17h estariam sem alimentação escolar adequada, em algumas situações recebendo apenas café com bolacha. Ele afirmou que relatos semelhantes também chegam de outras escolas. “Isso é inadmissível! Estamos falando de crianças, de estudantes que vão à escola para aprender, mas que também precisam de alimentação para ter condições de estudar”, declarou.
Durante o pronunciamento, Pastor Max questionou o planejamento da Secretaria Municipal de Educação e cobrou esclarecimentos sobre os contratos de fornecimento da merenda, os valores pagos e os cronogramas de entrega dos alimentos. O vereador também criticou a diferença entre a divulgação de avanços na educação e os problemas relatados nas unidades escolares. “Alimentação escolar não é favor de prefeito. É um direito dos estudantes e uma obrigação do poder público!”, enfatizou.
Parlamentar questiona possíveis demissões e cobra 13º salário
Outro assunto que ganhou destaque no discurso foi a possibilidade de desligamento de trabalhadores contratados pela Prefeitura de Codó. Pastor Max afirmou que tem recebido informações sobre o risco de uma onda de demissões, situação que, segundo ele, gera preocupação entre servidores e suas famílias, especialmente diante da proximidade do Natal. O parlamentar destacou que os trabalhadores possuem compromissos financeiros e familiares e precisam de segurança quanto à manutenção dos empregos e ao recebimento dos direitos trabalhistas.
O vereador questionou o momento em que possíveis desligamentos poderiam ocorrer e cobrou esclarecimentos sobre o pagamento do 13º salário dos trabalhadores contratados, incluindo professores, zeladores, vigias, varredeiras e garis. Pastor Max também relembrou uma promessa atribuída ao prefeito Chiquinho de que profissionais contratados, especialmente professores e zeladores, permaneceriam trabalhando nos meses de janeiro, fevereiro e março. “Se isso não for cumprido, então, prefeito Chiquinho, queremos fazer uma pergunta muito objetiva: aquela promessa era verdadeira ou foi apenas uma promessa eleitoreira para conquistar apoio político e eleger seu filho?”, questionou.
Pastor Max critica prioridades dos gastos públicos
Ainda sobre a situação dos contratados, o vereador chamou atenção para a realização de contratos milionários pela Prefeitura, mencionando valores superiores a R$ 2 milhões, inclusive destinados à decoração natalina e ornamentação da cidade. Embora tenha reconhecido a importância da programação e da ambientação natalina, Pastor Max questionou a prioridade dos gastos diante da incerteza enfrentada pelos trabalhadores. “De que adianta uma cidade iluminada para o Natal se existem pais de família preocupados porque podem passar o Natal sem emprego e sem receber seus direitos?”, declarou.
Na tribuna, ele cobrou do prefeito a apresentação de um calendário de pagamento do 13º salário, além de esclarecimentos sobre o número de trabalhadores que poderão ser desligados, os critérios adotados e a manutenção da promessa de permanência dos contratados nos primeiros meses do próximo ano. “O senhor governa uma cidade, não uma propriedade particular. Os trabalhadores merecem respeito, transparência e cumprimento dos compromissos assumidos”, afirmou.
Vereador aponta problemas na obra do Canal da Água Fria
O terceiro tema abordado por Pastor Max foi a obra do Canal da Água Fria, no trecho do Mercado Central. O vereador informou que esteve no local acompanhado do vereador Domingos Reis para verificar pessoalmente a situação da intervenção. Segundo Pastor Max, a obra, cujo valor anunciado se aproxima de R$ 10 milhões, considerando as etapas mencionadas, apresenta sinais que exigem esclarecimentos da administração municipal. Ele relatou ter observado rachaduras, sinais de deterioração e trechos com possíveis comprometimentos estruturais. O parlamentar também afirmou que parte do serviço teria cedido após as primeiras chuvas. “E isso não é apenas uma questão estética. Estamos falando de segurança!”, destacou.
Pastor Max ressaltou que o espaço é utilizado diariamente por comerciantes, trabalhadores e consumidores, que dependem do Mercado Central para suas atividades e sustento. Ele lembrou ainda dos transtornos enfrentados pelos trabalhadores durante o período de execução da obra. Ao questionar possíveis justificativas relacionadas às chuvas e aos problemas de bueiros, o vereador afirmou que uma intervenção de drenagem deve ser preparada justamente para suportar as condições do período chuvoso.
Cobranças por transparência e respostas da administração
Ao longo do discurso, Pastor Max reforçou a necessidade de esclarecimentos por parte da Prefeitura de Codó sobre os assuntos apresentados. O parlamentar defendeu maior transparência na aplicação dos recursos públicos, cumprimento dos compromissos com os trabalhadores e garantia dos direitos dos estudantes da rede municipal. O pronunciamento reuniu cobranças em áreas consideradas essenciais para a população, como educação, valorização dos trabalhadores e infraestrutura urbana, colocando em evidência a necessidade de respostas da administração municipal às denúncias e questionamentos apresentados na tribuna.