Sacos de lixo se acumulam pelas ruas de Teresina após 1 dia sem a coleta na capital por conta da suspensão do contrato da prefeitura com a empresa Litucera, que era responsável pela coleta. O serviço parou de ser feito nesta quarta-feira (7).
O g1 não conseguiu contato com a empresa Litucera e nem com a Prefeitura de Teresina até a última atualização desta reportagem. Em entrevista à Rádio Clube News, a superintendente da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Semduh), Tatiana Guerra, explicou que uma nova empresa foi acionada para assumir o serviço de forma emergencial até que a licitação seja concluída. Durante esse tempo, a empresa que realiza o serviço no momento deve continuar operando.
Segundo o Sindicato dos Empregos em Empresas de Asseio e Conservação do Piauí (Seeacep), a coleta de lixo foi realizada na terça-feira (6) e foi suspensa no fim do dia e não ocorreu nesta quarta (7). Entretanto, a coleta é feita a cada dois dias, em cada ponto, e em alguns deles o lixo acumula-se desde segunda (5).
Na sede da empresa, os trabalhadores estão parados esperando notícias. Em entrevista à TV Clube, eles relataram que não sabem o que acontecerá com seus contratos. Ainda segundo Jonas Miranda, presidente do Seeacepi, a informação que o sindicato recebeu foi de que a nova empresa contratada começa a operar ainda nesta quarta (7), mas os trabalhadores estão apreensivos.
Moradores de vários pontos de Teresina enviaram imagens de calçadas cobertas de sacos de lixo em vários pontos da cidade na manhã desta quarta-feira (7), após um dia sem coleta.
Contrato suspenso
Na última segunda-feira (5), o Pleno do Tribunal de Justiça manteve os efeitos de uma limitar que suspendeu o contrato da empresa Litucera com a Prefeitura de Teresina.
A liminar suspendeu uma decisão anterior, do desembargador Vidal de Freitas, que autorizava a prorrogação do contrato por 90 dias. Com a decisão do Pleno, a empresa não pode mais participar do processo licitatório que definirá quem vai assumir o serviço.
“Há quase sete anos a prefeitura de Teresina vem fazendo contratos emergenciais e a nova lei de licitações proíbe a renovação de contratos emergenciais”, explicou o desembargador Sebastião Martins, autor da liminar.
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FONTE: G1 MARANHÃO