O maranhense Mateus Sandyel da Costa Campos, de 24 anos, que teria morrido na sexta-feira (31), durante um combate naguerra entre Ucrânia e Rússia, era natural de Açailândia, na Região Tocantina do Maranhão. Solteiro e sem filhos, ele chegou a cursar Engenharia Civil na Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (Uemasul), mas fez apenas um período do curso.
A notícia da morte de Mateus foi divulgada no domingo (2) pela mãe dele, Diana Silva, por meio das redes sociais (veja, no vídeo acima, o relato da mãe). A informação teria sido repassada a ela por brasileiros que estavam com o jovem, mas, até a publicação da reportagem, nem o Ministério das Relações Exteriores nem o Exército da Ucrânia haviam confirmado a morte.
Diana relatou que o corpo do filho estaria em uma área de combate considerada de alto risco e sob controle das forças inimigas. Por causa das condições de segurança, os militares ainda não teriam conseguido retirar o corpo do local.
Meses antes de ingressar no Exército ucraniano, Mateus compartilhava nas redes sociais registros de viagens e trabalhos realizados em diferentes lugares da Europa, como Amsterdã, na Holanda, cidades da Bélgica e Paris, na França.
Mãe diz que jovem morreu em combate
Mateus teria recebido cerca de quatro meses de treinamento e ainda estava em período de experiência quando foi enviado para uma área de combate.
“Eu não imaginava que, enquanto ele ainda estava no período de experiência, já o colocariam na linha de frente. Como colocam um menino novo na linha de frente? Como fazem isso com uma pessoa que teve apenas quatro meses de treinamento?”, declarou Diana.
A mãe afirmou que passou vários dias sem conseguir falar com o filho porque os militares teriam recolhido o telefone dele antes da missão. Durante esse período, ela disse que viveu momentos de tensão e preocupação.
“Enquanto eu estava em comunicação com ele, estava tudo bem para mim. Mas, a partir do momento em que fiquei sem comunicação, passei a viver em tensão o tempo todo. Não conseguia dormir”, contou.
Segundo Diana, ela percebeu que algo poderia ter acontecido ao ver fotos de Mateus publicadas por um amigo dele. Inicialmente, o militar não respondeu às perguntas da família. Depois, outro colega entrou em contato com uma das irmãs do jovem e comunicou a suposta morte.
“Eu só fiquei sabendo porque um colega teve a compaixão de me comunicar”, disse a mãe.
Diana relatou que os demais combatentes já sabiam do ocorrido, mas não teriam conseguido contar imediatamente à família.