Uma entrevista conduzida pelo repórter Sena Freitas, das emissoras FCTV e FCFM, virou alvo de fortes críticas nas redes sociais após falas consideradas homofóbicas durante a cobertura de um assalto ocorrido em Codó, no interior do Maranhão.
O caso envolve uma mulher trans que teve a motocicleta tomada de assalto. Ao relatar a ocorrência enquanto entrevistava um policial militar, o repórter afirmou: “Sargento, acabamos de falar de uma situação de um homem que prefere ser chamado de mulher, que a moto desse foi assaltada”. A declaração gerou indignação imediata entre internautas, que apontaram desrespeito à identidade de gênero da vítima.
A repercussão negativa aumentou após a divulgação de outro vídeo, no qual Sena Freitas entrevista a própria vítima. Durante a conversa, o repórter pede o nome completo e, em seguida, questiona qual seria o “nome artístico”. A abordagem foi amplamente criticada, já que o termo correto, nesse contexto, seria nome social, uma vez que a entrevistada não é artista, mas sim uma mulher trans.
Nos comentários das publicações, usuários classificaram a postura do repórter como “desnecessária”, “falta de profissionalismo” e “totalmente desrespeitosa”. Alguns destacaram que não havia necessidade alguma de expor a identidade de gênero da vítima para relatar o crime. Outros foram ainda mais duros, afirmando que as falas configuram homofobia e cobrando retratação pública.
“Só faltou profissionalismo e respeito”, escreveu uma internauta. “Não precisava dizer que é homem, isso é expor a pessoa pela sexualidade”, comentou outra. Há ainda quem defenda que o caso pode gerar consequências jurídicas, com pedidos de que o conteúdo seja apagado para evitar processos.
Até o momento, o repórter Sena Freitasnão se manifestou oficialmente sobre as críticas.
FONTE: BLOG MARCO SILVA