Um frequentador da Reserva do Itapiracó gravou um desabafo em vídeo denunciando a ocorrência recorrente de atos obscenos em uma das trilhas do local, especialmente no período da tarde.
Segundo ele, a situação tem afastado pessoas que utilizam o espaço para atividades físicas, lazer e convivência familiar.
No relato, o frequentador afirma: “A reserva do Itapiracó virou motel de gay. E antes que você venha me cancelar, me chamar de homofóbico ou falar qualquer outro tipo de bobagem, eu sinceramente não tô nem aí pra vida sexual das pessoas e o que elas fazem da vida delas. Isso aí pouco me importa.”
Ainda de acordo com o denunciante, o problema não estaria relacionado à orientação sexual, mas à prática de relações sexuais em local público.
“A questão é, não tem como você discordar de que essa trilha aqui da reserva do Itapiracó virou uma putaria”, afirma.
Ele relata que pessoas que vão ao local para caminhar, se exercitar ou até sentar em um banco para ler acabam se sentindo constrangidas.
“Você, pessoa normal, que vem pra trilha pra fazer uma caminhada, pra fazer um exercício físico ou então pra sentar, parar, pra ler um livro, alguma coisa, você fica refém desse tipo de gente”, disse.
O frequentador também menciona abordagens indesejadas. “E aí tem coragem de abordar outras pessoas pra perguntar se a gente quer participar dessa puta, dessa falta de respeito”, declarou.
No desabafo, ele afirma ainda ter recebido relatos de terceiros. “Pessoas já me relataram que elas vêm aqui e quando elas estão andando pela trilha tem homens fazendo, vocês sabem o quê, na trilha, grupos de homens fazendo isso na trilha”, disse.
Segundo o denunciante, a Reserva do Itapiracó é um espaço de uso coletivo e familiar. “Isso aqui é um ambiente familiar, anda criança, anda jovem por essa trilha”, ressaltou, questionando a ausência de fiscalização constante.
Ele cobra providências das autoridades. “Cadê o policiamento daqui dessa reserva? Como é que acontece esse tipo de coisa diariamente aqui?”, questiona, reconhecendo, no entanto, as limitações da vigilância. “Eu sei que não tem como ele estar olhando tudo a todo momento, que as pessoas têm que ter consciência, educação e respeito”.
O frequentador afirma que deixou de visitar a reserva no período da tarde devido à situação.
“Por isso que eu parei de vir aqui de tarde”, concluiu, reforçando que sua preocupação é com o uso indevido do espaço público. “Não tenho problema nenhum em relação à sexualidade das pessoas. Eu tô cagando pro que você faz da sua vida sexual. A questão é a falta de respeito que acontece aqui”.