Na última sessão da Câmara Municipal de Codó, o vereador Domingos Reis destacou um assunto que continua gerando forte polêmica no município: o contrato da Prefeitura com a Rede Sol Fuel Distribuidora S/A, empresa de São Paulo investigada por suposta ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital).
Segundo Domingos Reis, o contrato firmado neste ano ultrapassa a marca de R$ 12 milhões, distribuídos entre cinco órgãos municipais, incluindo as secretarias de Educação, Saúde e Infraestrutura, cada uma recebendo R$ 3,4 milhões, e o SAAE, com R$ 600 mil. Para o vereador, o vínculo da Prefeitura com uma distribuidora suspeita de envolvimento com o crime organizado levanta sérias dúvidas sobre a transparência e os critérios de escolha do governo Chiquinho do PT.
A Rede Sol, de propriedade do empresário Valdemar de Bortoli Júnior, é alvo da Operação Carbono Oculto, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo, Polícia Federal e Receita Federal, que investiga um esquema de fraudes e lavagem de dinheiro ligado ao PCC. Apesar de atuar em todo o Brasil e abastecer órgãos como Presidência da República e ministérios estratégicos, a empresa não possui filial no Maranhão e responde a processos nos tribunais de São Paulo.
Domingos Reis destacou ainda que, em meio a esse histórico de investigações e questionamentos legais, é necessário que a Prefeitura esclareça os critérios utilizados para a contratação, evitando que recursos públicos sejam destinados a empresas com possível ligação com organizações criminosas.
O caso segue como um dos temas mais delicados do governo Chiquinho do PT e promete continuar repercutindo na Câmara, na imprensa e na opinião pública codoense.
FONTE: BLOG MARCO SILVA