Delegado da PF que investigou Bolsonaro é nomeado assessor de Moraes no STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, oficializou a nomeação do delegado da Polícia Federal, Fábio Alvarez Shor, para integrar o gabinete do ministro Alexandre de Moraes como assessor. A decisão foi publicada nesta terça-feira (10) no Diário Oficial da União.

Com experiência na área de contrainteligência, Shor ganhou destaque dentro da Polícia Federal por sua atuação em investigações de grande repercussão nacional. No Supremo, ele deverá colaborar na análise de processos criminais que têm Moraes como relator.

Antes de assumir a nova função no STF, o delegado participou de diferentes investigações conduzidas pela Polícia Federal. Entre elas estão apurações relacionadas aos atos de Ataques de 8 de janeiro de 2023 no Brasil, além do inquérito que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado envolvendo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Shor também atuou no caso das chamadas joias sauditas, investigação que apura o destino de itens de alto valor recebidos por integrantes do governo anterior.

Durante essas investigações, o delegado foi responsável por colher depoimentos do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, no âmbito do acordo de colaboração premiada firmado com a Polícia Federal.

Outro caso relevante em que ele atuou foi a investigação conhecida como “Abin paralela”, que apura o suposto uso irregular da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar autoridades públicas e adversários políticos.

Nomeação ocorre em meio a repercussão de investigação financeira

A chegada de Fábio Shor ao gabinete de Alexandre de Moraes acontece em meio à repercussão do chamado caso Master, investigação que apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.

Reportagens recentes indicaram que o banqueiro Daniel Vorcaro teria enviado mensagens ao ministro em 17 de novembro de 2025, poucas horas antes de ser preso pela primeira vez. Em manifestação pública, Moraes afirmou que não recebeu as mensagens, conforme nota divulgada pela assessoria do STF.

O caso também ganhou visibilidade após a divulgação de que o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, prestou serviços jurídicos ao Banco Master entre 2024 e 2025. Segundo o escritório, não houve atuação em processos envolvendo a instituição no Supremo Tribunal Federal.

Com a publicação da portaria pela presidência do STF, a nomeação do delegado passa a valer imediatamente.

FONTE: PORTAL O INFORMANTE

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