Segundo informações divulgadas pela jornalista Malu Gaspar, do portal Metrópoles, um segundo contrato teria sido elaborado para assegurar a continuidade dos pagamentos ao escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF, Alexandre de Moraes, mesmo diante da possibilidade de venda do Banco Master.
O documento, conforme a reportagem, constaria entre os anexos de uma proposta de delação posteriormente rejeitada pela Polícia Federal. A iniciativa teria partido do empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, diante da perspectiva de uma negociação envolvendo a instituição financeira.
O contrato original previa o pagamento de R$ 129 milhões ao escritório de Viviane Barci de Moraes, em parcelas mensais de aproximadamente R$ 3,6 milhões, entre janeiro de 2024 e janeiro de 2027. Com a possibilidade de transferência do controle do banco, surgiu a preocupação de que um eventual comprador não mantivesse os pagamentos previstos.
Diante dessa situação, um novo acordo teria sido preparado em agosto de 2025. A proposta previa que outra empresa ligada a Vorcaro assumisse a obrigação de quitar os valores restantes, garantindo o cumprimento integral do compromisso financeiro firmado inicialmente.
De acordo com pessoas próximas ao ex-banqueiro ouvidas pela reportagem de Malu Gaspar, o valor estimado para esse segundo contrato seria de cerca de R$ 50 milhões, montante que corresponderia ao saldo ainda pendente do acordo original. O documento, no entanto, não teria sido formalmente assinado.
Ainda segundo os relatos atribuídos à proposta de delação, a falta de assinatura do novo acordo teria impedido o repasse dos valores restantes ao escritório de advocacia. A informação chama atenção porque o documento teria sido elaborado justamente para assegurar a continuidade dos pagamentos até o fim do prazo previsto, mesmo em um contexto de possível venda do Banco Master.
O possível segundo contrato, estimado em R$ 50 milhões, traz novas informações ao caso ao indicar uma tentativa de assegurar a continuidade dos pagamentos mesmo diante da perspectiva de venda do Banco Master. A iniciativa levanta dúvidas sobre as razões para a criação de uma nova estrutura contratual destinada a garantir a quitação integral dos valores previstos no acordo original, um ponto que permanece sem explicações públicas detalhadas dos envolvidos.
FONTE: PORTAL O INFORMANTE