Caso Master envolve casal de desembargador e advogada maranhense e filho de ministro em decisão no TRF-1

A decisão do desembargador Newton Ramos em um processo que teve como advogado Kevin de Carvalho Marques, filho do ministro do Supremo Tribunal Federal Kassio Nunes Marques, passou a chamar atenção pelo conjunto de relações envolvidas, que inclui o casal maranhense formado pelo magistrado e pela advogada Camilla Ewerton Ramos, além de conexões financeiras ligadas ao Banco Master.

A sequência dos fatos começa em novembro do ano passado, quando Newton Ramos viajou com o ministro para Maceió em um voo pago por Camilla Ewerton Ramos. O vínculo entre eles vem de antes, do período em que Nunes Marques ainda atuava no TRF-1, onde o desembargador trabalhou como juiz auxiliar. Essa relação se manteve ao longo dos anos e reaparece agora em meio a um caso que envolve decisão judicial e atuação de familiares.

No mês seguinte, já em dezembro, Newton Ramos participou de um processo no TRF-1 em que Kevin Marques atuava como advogado. Mesmo não sendo o relator, ele assumiu a função de forma substituta e concedeu uma decisão liminar favorável à defesa, suspendendo medidas administrativas da Agência Nacional do Petróleo em um caso envolvendo a Refinaria de Manguinhos, ligada ao empresário Ricardo Magro.

A advogada Camilla Ewerton Ramos tem passagem pelo Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE) e atuação em tribunais superiores. Atualmente, participa de processos no Superior Tribunal de Justiça, inclusive em causas ligadas ao Banco Master, muitas delas com valores milionários, além de manter atuação na advocacia privada ao lado do marido.

O ponto que mais chama atenção está nas ligações com o Banco Master. Kevin Marques atuou para uma consultoria tributária que recebeu cerca de R$ 18 milhões em repasses de grandes grupos econômicos, entre eles o Banco Master e a JBS. No mesmo período, essa consultoria transferiu mais de R$ 280 mil ao filho do ministro por serviços jurídicos, inserindo seu nome em um fluxo de recursos ligado a operações de grande porte.

Esse mesmo banco também aparece na atuação de Camilla Ewerton Ramos. A advogada trabalha em processos ligados ao Banco Master no Superior Tribunal de Justiça, muitos deles envolvendo valores elevados, o que coloca o casal diretamente ligado a causas de grande impacto financeiro.

A repetição do nome do banco em diferentes pontos do caso chama atenção. Ele aparece tanto na origem dos recursos que chegaram à consultoria ligada ao filho do ministro quanto na atuação profissional da advogada maranhense em tribunais superiores, aproximando relações pessoais, interesses financeiros e decisões dentro do Judiciário.

A trajetória de Newton Ramos também entra nesse conjunto. Ele atuou ao lado de Nunes Marques no TRF-1 e, anos depois, foi promovido ao cargo de desembargador, mantendo uma relação próxima que hoje aparece associada a episódios que envolvem viagem, decisão judicial e atuação de familiares.

Com esses pontos colocados lado a lado, o caso segue chamando atenção pelo envolvimento direto de Camilla e do desembargador Newton Ramos, tanto em processos milionários ligados ao Banco Master quanto na decisão no TRF-1. Ao mesmo tempo, o filho do ministro atua na ação, reunindo, dentro do mesmo processo, nomes que aparecem em diferentes momentos dessa relação com o banco, o que mantém o caso no radar diante das investigações.

FONTE: PORTAL O INFORMANTE

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