Conforme a Polícia Federal, o suspeito de “sextortion”, ou “sextorsão”, preso em Teresina, era um homem de 22 anos que conheceu a vítima, uma garota de 13 anos, no Tinder. Eles passaram então a conversar por outras redes sociais, onde o crime aconteceu.
Segundo o delegado Eduardo Monteiro, da PF, ele foi preso em flagrante nesta quarta-feira (3), mas o crime começou a acontecer em 2022, quando se conheceram pelo aplicativo de relacionamentos. A conversa migrou para outro aplicativo, onde a menina enviou fotos íntimas.
A partir de então, o jovem passou a ameaçar divulgar as fotos da menina caso ela não enviasse novos arquivos com conteúdo sexual.
Ainda conforme o delegado, o homem armazenou e produziu vídeos e imagens de violência sexual infantojuvenil da vítima. Ele foi preso durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão.
O homem pode responder pelos crimes de armazenamento e produção de material de violência sexual contra crianças e adolescentes, e também de estupro de vulnerável.
Sextorsão, a extorsão sexual
O crime é caracterizado pela ameaça de divulgação de imagens íntimas para forçar a vítima a fazer algo – por vingança, humilhação ou extorsão financeira.
Segundo a Polícia Federal, o investigado chantageou de forma virtual a adolescente, ameaçando-a de divulgar fotos íntimas, para continuar a obter novas fotos e vídeos de natureza sexual.
Porn revenge, vingança pornô ou pornografia de revanche
A “sextortion” pode acabar levando à “pornografia de vingança”, quando alguém tem fotos íntimas divulgadas como forma de vingança ou punição.
Como denunciar casos de abuso sexual infantojuvenil?
- Disque Direitos Humanos: telefone 100;
- Polícia Militar: telefone 190;
- Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA);
- Qualquer delegacia de Polícia Civil;
- Conselho Tutelar;
- Central Nacional de Denúncias da Safernet Brasil.
FONTE: G1 PIAUÍ