A Polícia Federal (PF) arquivou um pedido apresentado pela Advocacia-Geral da União (AGU) para investigar uma suposta interferência dos Estados Unidos nas eleições presidenciais brasileiras, que teria como objetivo favorecer o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro.
O pedido foi analisado pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, que decidiu pelo arquivamento da investigação sobre a suposta interferência internacional na campanha eleitoral.
Em julho deste ano, a Procuradoria-Geral da República (PGR) também havia analisado um pedido semelhante.
Na ocasião, o caso foi arquivado sob o entendimento de que não havia elementos mínimos que justificassem a abertura de um inquérito.
A AGU apresentou o novo pedido no dia 1º, solicitando a abertura de uma investigação sobre o que classificou como suposto “financiamento internacional à extrema direita no Brasil pelo governo Donald Trump”.
A denúncia foi assinada pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, e encaminhada a Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
O documento, chamado de “notícia-crime”, foi elaborado pela Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia (PNDD), órgão da AGU.
A iniciativa teve como base uma investigação jornalística publicada na noite de 30 de setembro pelo jornal britânico The Guardian.
A reportagem, intitulada “Governo Trump desvia recursos destinados aos direitos humanos para promover uma agenda de extrema direita no exterior”, foi citada pela AGU como fundamento para o pedido de investigação.
Com o arquivamento pela PF, o pedido da AGU se soma à decisão anterior da PGR, que também não identificou elementos mínimos para justificar a abertura de um inquérito sobre a suposta interferência internacional nas eleições.