Um dia após ser eleito governador do Maranhão, Eduardo Braide (PSD) falou, em entrevista ao JMTV 1ª edição nesta segunda-feira (5), sobre as mudanças que pretende implementar na gestão estadual a partir de 2027.
Entre as medidas anunciadas estão uma reforma administrativa para reduzir o número de secretarias, a redução do ICMS e a formação de um secretariado técnico, com participação de mulheres em áreas consideradas importantes.
Braide também afirmou que será “governador de todos os maranhenses”, independentemente de terem votado ou não nele, e disse que vai definir no momento adequado qual candidato apoiará no segundo turno da eleição presidencial.
“Saibam que a esperança que vocês depositaram em mim, no meu trabalho, será correspondida com muito trabalho a partir do ano que vem em todo o nosso estado do Maranhão, em todos os municípios do Maranhão. Eu serei o governador de todos os maranhenses, daqueles que votaram e daqueles que não votaram em mim também. A partir do ano que vem não haverá mais isso. Nós iremos cuidar de mais de 7 milhões de vidas do Maranhão. E é para isso que eu me preparei e é isso que nós vamos fazer”, disse Braide.
Aos 50 anos, Eduardo Braide foi eleito governador do Maranhão neste domingo (4), no primeiro turno, com2.104.122 votos, o equivalente a 54,02%, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A vice-governadora eleita é Elaine Carneiro (PSD).
Apoio na disputa presidencial
Questionado sobre o segundo turno da eleição presidencial, entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), Braide disse que deve anunciar em breve qual dos candidatos terá seu apoio. Durante o primeiro turno, ele optou por não apoiar publicamente nenhum dos candidatos à Presidência.
Braide afirmou que pretende considerar a vontade dos eleitores que votaram nele e que, independentemente de quem vencer a disputa nacional, pretende manter uma relação institucional com o governo federal.
“Eu terei a obrigação de me relacionar bem com qualquer um dos dois que seja eleito. Eu dei a prova disso quando fui prefeito. Dois anos com o Bolsonaro, três anos e três meses com o Lula, e São Luís não teve nenhum problema por conta da falta de relação política. Eu tive votos de todas as correntes. Tive voto da direita, tive voto da esquerda, tive voto do centro então essa é uma decisão que eu preciso tomar com muito cuidado porque eu preciso respeitar a vontade do eleitor então não tenha dúvida nenhuma que no momento certo a gente vai se posicionar sob a corrida para presidente”, disse o governador eleito.