Movimentações de ex-presidente do BRB na PF elevam tensão política no Distrito Federal

As recentes tentativas de aproximação do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, com a Polícia Federal voltaram a agitar o cenário político em Brasília.

O pedido formal para prestar um novo depoimento à corporação reacendeu especulações e preocupações nos bastidores do poder local.

À frente do BRB durante as negociações envolvendo o Banco Master, Costa tem negado a intenção de firmar um acordo de colaboração com os investigadores.

Ainda assim, a possibilidade de uma eventual delação premiada é vista com apreensão por lideranças políticas do Distrito Federal, sobretudo por eventuais impactos sobre o governador Ibaneis Rocha.

Em nota, a defesa do ex-dirigente classificou como “especulativas” as notícias sobre colaboração, mas confirmou que solicitou oficialmente uma nova oitiva.

Segundo os advogados, o pedido foi feito após audiência realizada no Supremo Tribunal Federal, em 30 de dezembro, com o objetivo de esclarecer possíveis contradições no processo.

De acordo com a defesa, a delegada Janaina Palazzo, responsável pela investigação, concordou com a realização do depoimento, restando apenas a definição da data.

BASTIDORES E PRESSÃO POLÍTICA

O Paulo Henrique Costa tem se sentido isolado por antigos aliados e tenta evitar ser responsabilizado sozinho pelos desdobramentos do caso.

Nesse contexto, ele estaria reunindo documentos que mencionariam outras autoridades do Distrito Federal.

Nos últimos dias, Ibaneis intensificou esforços para se afastar da crise envolvendo o banco e tem atribuído a condução das negociações ao ex-presidente do BRB.

Questionado, o governador afirmou ser “indiferente” às movimentações do antigo auxiliar.

O receio de uma possível delação também teria gerado inquietação na atual cúpula do governo local, incluindo a vice-governadora Celina Leão, que é apontada como potencial candidata à sucessão no Distrito Federal.

REPERCUSSÃO INSTITUCIONAL

O caso segue repercutindo no Judiciário. Discussões recentes envolvendo os ministros Dias Toffoli e André Mendonça sobre a condução do processo mantêm o tema em evidência e podem influenciar os próximos passos da investigação.

Enquanto a data do novo depoimento não é marcada, o ambiente político em Brasília permanece em alerta, com diferentes grupos monitorando de perto os desdobramentos que podem redefinir responsabilidades no caso.

FONTE: PORTAL O INFORMANTE

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