Suspeito é preso por matar namorada e ocultar corpo em mala na rodoviária de Porto Alegre

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul prendeu preventivamente, nesta sexta-feira (5), Ricardo Jardim, de 66 anos, suspeito de assassinar brutalmente uma mulher e ocultar parte do corpo em uma mala deixada dentro de um armário na rodoviária de Porto Alegre.

A prisão foi anunciada em coletiva de imprensa pelo delegado Mario Souza, diretor do Departamento de Homicídios da Polícia Civil.

Segundo as investigações, a vítima era namorada de Jardim, morava em Porto Alegre e trabalhava como manicure. Sua identidade ainda não foi divulgada.

A motivação do crime estaria relacionada a fatores financeiros e psicológicos, com a polícia apurando tentativas do suspeito de movimentar contas bancárias e utilizar cartões de crédito da vítima após o assassinato.

Histórico criminal

Jardim, que é publicitário, já havia sido condenado em 2018 a 28 anos de prisão por assassinar e concretar o corpo da própria mãe em 2015.

Na ocasião, ele foi considerado culpado por homicídio duplamente qualificado, ocultação de cadáver e posse ilegal de arma. Apesar da condenação, ele obteve progressão de regime e estava atualmente foragido da Justiça.

A descoberta do crime começou em 13 de agosto, quando braços e pernas foram encontrados em sacos de lixo na Zona Leste de Porto Alegre.

Sete dias depois, em 20 de agosto, o torso da vítima foi localizado dentro de uma mala deixada no setor de guarda-volumes da rodoviária da capital.

De acordo com a polícia, o suspeito planejou os descartes como parte de uma espécie de encenação, dividida em “atos”. O primeiro, em local ermo e sem câmeras; o segundo, em um espaço público movimentado e monitorado.

A polícia acredita na possibilidade de um “terceiro ato”, com a exposição do crânio da vítima, que ainda não foi localizado.

Imagens de câmeras de segurança foram cruciais para a identificação de Ricardo Jardim. Em um dos vídeos, ele aparece transportando a mala até a rodoviária.

Posteriormente, ele foi visto em um estabelecimento comercial na Zona Norte de Porto Alegre, onde acabou abaixando a máscara que usava, revelando o rosto. Isso permitiu que a polícia confirmasse sua identidade.

Segundo o delegado, Jardim também teria tentado despistar a polícia deixando pistas falsas dentro da mala e até fazendo denúncias inverídicas.

A Polícia Civil classifica o suspeito como um “psicopata”, com alto grau de organização e domínio de técnicas de corte.

Jardim também é investigado por criar perfis falsos nas redes sociais, usando imagens de um jovem gerado por inteligência artificial para atrair mulheres. Ainda não se sabe se outras vítimas podem ter sido alvos dessa manipulação.

Detalhes sobre a mala na rodoviária

A mala contendo o torso da vítima permaneceu por 12 dias na rodoviária de Porto Alegre. De acordo com Henrique Zamora Rodrigues, supervisor do setor de guarda-volumes, a bagagem foi registrada para retirada por uma segunda pessoa, que ainda está sendo investigada. O nome e CPF fornecidos estão sob sigilo.

O forte odor vindo da bagagem levou os funcionários a abrir a mala, onde encontraram o tronco humano envolto em sacos plásticos. A polícia foi acionada imediatamente.

A Polícia Civil aponta que o homicídio ocorreu em 9 de agosto. As investigações agora buscam apurar se outras pessoas estiveram envolvidas no assassinato, no transporte ou na ocultação do cadáver.

FONTE: PORTAL O INFORMANTE

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